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Langue

A Langue tá Ó, de Parabéns

Por Valéria Vieira dos Santos

 

A Langue nasceu no meio de uma graduação, em berço feminino gerado pelo sonho e o desemprego.

 

Poesias a parte, a romantização vai tirar férias porque hoje a nossa empresa completa um ano, e para além das comemorações nós temos uma história para contar.

Éramos em 3. 3 histórias, 3 expectativas e 3 bocas. Hoje somos 40, tantas histórias, mais expectativas e muitas bocas. Ai deus quantas bocas…

 

Sentadas nas cadeiras da Universidade Pública a paixão pela escrita e pela comunicação crescia. Em meio as balbúrdias, o sonho acadêmico se transformou em uma vontade pouco conhecida até então: O empreendedorismo.

De onde veio essa vontade? Afinal, por que três mulheres de humanas, com salários de 400 reais em média, que sofriam com a ansiedade da nossa geração decidiram se arriscar em um mundo de gigantes?

Por trás de uma boa sociedade, sempre há excelentes histórias… e é para lá que nós vamos.

 

Da euforia nasceu a amizade, e de vários testes que a amizade passou durante alguns anos, surgiu o CNPJ. Por trás do CNPJ tem linguista, tem mulher e agora tem empreendedora. Sentadas em frente ao computador veio o primeiro roteiro empresarial, guiado pela pergunta feita ao Google: Como abrir uma empresa?

 

A primeira de muitas perguntas, e uma das poucas respostas encontradas facilmente. A rotina universitária foi engolida pelo que muitos chamam de vida real.

 

Mas a realidade já tinha batido na porta, da lista de aprovados até a entrega do diploma, o banho de realidade estava mais para um afogamento.

 

A vida real só enrijece com o tempo, e o empreendedorismo é só uma massa espessa que seca rápido e se agrega a realidade, endurecendo um pouco mais o dia a dia. Pouco? Quando eu digo pouco, estou incluindo tudo aquilo que você tem que aprender para continuar mexendo nessa massa.

 

Mas quem somos “nós”? Quem é a Langue? Vamos para as devidas apresentações:

De Agatha Christie à Startup Enxuta, ninguém se molda melhor a atual realidade quanto nós.

 

Empreendedor é gente?

 

É gente como a gente, só que ainda não entendemos que é sua gente. Em um mundo masculino, subir ao palco como empresa foi uma vitória para as linguistas. Responder perguntas como: “Você é a estagiária?” com “Não, eu sou a dona” virou pauta das reuniões de família.

Empregar outras mulheres com tantas questões ignoradas pela sociedade é o que afofa nosso travesseiro ao deitar a cabeça na cama.

 

Na terra dos ternos e gravatas, comunicar bem nunca foi tão bem-vindo. Imagina só o seu cliente não precisar ligar no SAC porque entendeu as instruções?

 

Esse grupo de mulheres é especialista nisso.

 

Da estagiária à CEO, temos algo em comum: uma facilidade enorme em comunicar.

 

A Langue nasceu do sonho e do desemprego. Se fortaleceu no medo e no aprendizado. Cresceu na ansiedade e na confiança e caminha sentido ao crescimento e a libertação.

 

Na ponta oposta ao empreendedorismo está o profissional de humanas, a mulher, o pobre. Ainda bem que a Langue quer ser ponte.

 

Negando o percentual de Startups que morrem no 1º ano, hoje fazemos aniversário! E parafraseando e negando as palavras de Emicida – apenas essa única vez:

“Ano passado eu não morri, e esse ano também não morro.”

 

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