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O post de hoje é para conscientizar as pessoas sobre o Setembro Amarelo. Convidamos a Bianca Quenzer e a Fernanda Vitoria para falarem aqui como suporte de informação, e não de julgamento. Que a partir desse post você possa entender o porquê desse nome.

Lembrando: qualquer que seja a sua dor, clique aqui e peça ajuda.

Por que Setembro?

O mês de setembro é conhecido por ser o mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio, precisamente o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Ele foi instituído no Brasil em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com o intuito de tornar emblemática a cor amarela ao mês de prevenção ao suicídio. Por isso, setembro amarelo.

Por que Amarelo?

A cor amarela remete à 1994, quando um jovem se suicidou por estar sofrendo com o fim do término de um relacionamento. O incidente ocorreu dentro do seu carro amarelo, pois amava o automóvel.

E como uma forma de conscientizar sobre o suicídio e incentivar os que precisam procurar ajuda, os pais desse jovem começaram a espalhar cartões com uma fitinha amarela pendurada, para que seu filho viesse sempre a recordação.

E assim, se definiu o amarelo às campanhas de Setembro Amarelo.

A curva que cresce

A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo.

Já no Brasil 32 pessoas tiram a própria vida por dia.

Ainda que as mulheres possuem um maior índice de tentativas de suicídio.

Já os homens se suicidam mais. São 800 mil mortes todos os anos.

Mesmo sabendo de tudo isso, falar sobre suicídio ainda é um tabu. A Campanha do Setembro Amarelo, apesar de bastante difundida no Brasil, possui alguns desafios, como responsabilidade para que a abordagem seja eficaz. 

A quantidade excessiva de informações e o extremo uso das redes sociais podem banalizar o assunto, não sendo tratado de maneira adequada nem por profissionais competentes.

Isso pode acarretar em estímulos a novos casos, ou seja, o assunto deve seguir as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pensar em suicídio faz parte da natureza humana, portanto deve ser um assunto expandido, para que não seja motivo de vergonha.

A todo momento convivemos com problemas, medos, frustrações, inseguranças, humilhação, depressão, ansiedade e a sensação de solidão.

Todas essas sensações são normais aos seres humanos, entretanto quando isso passa a se intensificar, pode resultar em uma crise, uma dor profunda que acaba levando a idealizações suicidas e até ao ato em si.

A pessoa não consegue mais ser positiva em relação as suas dores. Em geral, a ideia de tirar a própria vida se torna um meio de aliviar a pressão que sofremos, sendo assim a morte aparece como uma solução.

Estar atento à linguagem

Todos podemos salvar uma vida, basta tomar algumas atitudes. Em 90% dos casos, o suicídio pode ser prevenido ao adotarmos algumas medidas como:

  • Não expondo casos abertamente por causar desconforto emocional;
  • Não publicar fotos, cartas ou bilhetes suicidas;
  • Estar atento a linguagem;
  • Nãoprovocar mais motivos;
  • Não apresentar o suicídio como única saída. 

Pessoas que idealizam o suicídio ou já tentaram, precisam se sentir acolhidas. Por isso, alguns fatores de proteção são:

  • Boa estrutura familiar;
  • Amigos próximos;
  • Alimentar crenças espirituais/religiosas;
  • Manter bom nível de autoestima.

Ponto de ajuda

As redes de apoio, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (emergência, SAMU 192, UPA e hospitais) se concentram em uma forma de ajuda emocional gratuita. O CVV 188 (Centro de Valorização a Vida) oferece ajuda por telefone, chat, e-mail ou pessoalmente.

Essas informações precisam ser propagadas para o conhecimento popular para que todos saibam a quem recorrer e conseguir ajuda de maneira efetiva.

Se você está pensando em tirar sua vida ou conhece alguém que esteja passando por um grande sofrimento psíquico, e tendo tais pensamentos saiba que: você não está sozinho!

Muitas pessoas já passaram por isso e encontraram formas de superar esse sofrimento. Então procure ajuda!

Vamos deixar aqui uma cartilha feita diretamente do governo. Nelas temos todas as informações de ajuda e mais detalhes dessa campanha.

Falando abertamente sobre o suicídio.

Estaremos ficando por aqui, mas se a sua dor ainda persistir, não hesite em buscar ajuda.

Caso tenha mais alguma dúvida ligue 188.

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